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Economia

quarta, 22 de maio de 2019
VENDAS DO VAREJO RECUARAM 0,5% EM ABRIL

Os dados são da Boa Vista, que vê um crescimento lento para o varejo ao longo de 2019

 

Fonte: Diário do Comércio / dcomercio.com.br

Foto: Imagem Ilustrativa (reprodução: bittencourtconsultoria.com.br)

 

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, recuou 0,5% em abril deste ano, contra o mesmo período do ano passado, já descontados os efeitos sazonais, de acordo com dados apurados pela Boa Vista.

Na avaliação acumulada em 12 meses, o indicador vem mantendo o ritmo observado desde o início do ano e subiu 1,5% em abril.

Os últimos resultados do indicador revelam a continuidade de um movimento lento de recuperação do comércio.

Fatores como alto nível de desocupação e subutilização da mão de obra, queda da confiança e tímido crescimento da atividade econômica continuam sendo os principais entraves para uma evolução mais robusta do setor.

Com poucos sinais de melhora no cenário econômico, espera-se que o varejo siga um ritmo gradual em 2019.

 

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 4,3% em abril, descontados os efeitos sazonais.

Nos dados sem ajuste sazonal, o acumulado em 12 meses avançou 1%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 0,9% no mês, expurgados os efeitos sazonais.

Nos dados acumulados em 12 meses houve queda de 0,6%.

Os dois setores, mais dependentes da propensão ao endividamento dos consumidores, são os que mais sofrem com a queda da confiança e o fraco crescimento da renda, direcionada aos itens de primeira necessidade.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” registrou aumento de 0,3% na série dessazonalizada.

Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 1,8%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,3% em abril considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses avançou 0,4%.

Fonte: Diário do Comércio